Programa vai identificar sinais de autismo e acompanhar desenvolvimento infantil
Postado 13/07/2026 11H31
Por Redação
Os anos iniciais de vida são fundamentais para acompanhar o desenvolvimento infantil e identificar possíveis alterações desde os primeiros sinais. Com esse objetivo, a Unidade de Saúde do Ibes, em Vila Velha, inicia um novo projeto voltado ao monitoramento do desenvolvimento das crianças, à identificação de sinais de alerta para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e à coordenação do cuidado dos casos com suspeita da condição.
Durante as consultas de puericultura e outros atendimentos na unidade, os profissionais vão acompanhar como a criança se comunica, interage com outras pessoas, se movimenta, se comporta, desenvolve sua autonomia e como é o ambiente familiar em que vive.
Quando forem identificados sinais de alerta ou alterações no desenvolvimento, a criança será acolhida pela equipe multiprofissional, que poderá realizar avaliações complementares, orientar os responsáveis, elaborar um plano de cuidado individualizado e acompanhar a evolução por meio de grupos de estimulação precoce. Quando necessário, também serão realizados encaminhamentos para os serviços especializados da rede municipal.
As crianças serão acompanhadas por profissionais da Residência Multiprofissional em Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência, do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), em parceria com as equipes da unidade de saúde. O trabalho reúne residentes de Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia e Serviço Social, permitindo uma avaliação integrada do desenvolvimento infantil e um acompanhamento mais completo das crianças e de suas famílias.
Protocolo
A equipe multiprofissional utilizará o M-CHAT-R/F, um questionário de rastreamento para identificar sinais de risco para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças de 16 a 30 meses. Respondida pelos responsáveis, a ferramenta auxilia os profissionais a identificar crianças que precisam de uma avaliação mais aprofundada. O instrumento não faz o diagnóstico de autismo, mas ajuda a reconhecer sinais de alerta e direcionar o acompanhamento necessário.
Os profissionais da Unidade de Saúde do Ibes foram capacitados pela coordenação do programa de saúde da Prefeitura de Vila Velha para aplicar o protocolo.
Além do atendimento às crianças, o projeto também prevê ações de educação em saúde, encontros com familiares, capacitação permanente das equipes da unidade e articulação com escolas, serviços da assistência social e demais equipamentos da rede de proteção.
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