Entregadores de aplicativos fazem paralisação em todo o Brasil leia as reivindicações
Postado 31/03/2025 13H37

Greve da categoria está programada para os dias 31 de março
e 1º de abril
Categoria pede, por exemplo, reajuste da taxa mínima e aumento das despesas
por milhas rodadas
Lucas Charles Manga
Entregadores de aplicativo como iFood, Uber Flash e
99 Entrega irão realizar uma greve nacional nesta 2ª
feira (31.mar.2025) e na 3ª feira (1º.abr), com o
objetivo de pressionar as plataformas por melhores
condições de trabalho.
O presidente do Sindimoto-SP (Sindicato dos
Motoboys de São Paulo), Gil Almeida, afirmou que a
categoria está “há mais de 4 anos sem nenhum
centavo de reajuste”
“Cada vez mais, as empresas vão criando dados para
comprometer mais o trabalhador, até que chegou a
esse colapso”, disse Almeida, entrevistado pela Rádio Ativa ES.
Ele declarou que a categoria escolheu a data 1º de abril, Dia da Mentira, de maneira simbólica. “Queremos mostrar a mentira que as empresas contam”, afirmou. O presidente da Amabr (Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil), Edgar Francisco da Silva, disse que, atualmente, os entregadores recebem apenas pela mão de obra, mas que todo o restante é custado pelos próprios trabalhadores. “Tudo é a gente que compra: moto, capacete, celular, capa de chuva e etc.
Nos pagam somente pela mão de obra, arcamos com todos os outros custos. Se um entregador ganha R$ 3.000, ele fica com R$ 1.500, por exemplo, porque o restante vai para gasolina, manutenção e prestação da moto, entre outros custos”, disse. Edgar afirmou que, por ser um movimento espalhado em várias partes do Brasil, não há garantia que a paralisação dos entregadores seja total. “Tem alguns trabalhadores que não querem ir para a rua, mas assinaram o abaixo-assinado para demonstrar que apoiam o movimento”, disse. A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, que representa o iFood, Uber e 99, afirmou que respeita o direito de manifestação dos trabalhadores e que as “empresas associadas mantêm canais de diálogo contínuo com os entregadores”.
A entidade disse que as empresas associadas apoiam a diálogo contínuo com os entregadores”. A entidade disse que as empresas associadas apoiam a regulamentação do trabalho por meio das plataformas digitais, buscando “garantir a proteção social dos trabalhadores e a segurança jurídica das atividades”.
Os entregadores pedem as seguintes mudanças:
reajuste da taxa mínima: de R$ 6,50 para R$ 10,00
por entrega;
aumento das despesas por milhas rodadas: de R$
1,50 para R$ 2,50;
limitação das rotas de bicicleta: máximo de 3 km
por pedido;
pagamento de taxa integral por entrega: cada
entrega seja paga integralmente, sem cortes que
consideram arbitrários quando há múltiplos
pedidos no mesmo trajeto.
Fonte: Sindmoto - SP
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