“Homem-aranha” que matou vendedora morre na prisão

Polícia Civil investiga o caso após legista constatar perfuração no pescoço de Wenderson Rodrigues de Souza, de 30 anos; ele estava preso no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha desde o dia 14 de março


Por Lucas Charles Manga

A Polícia Científica confirmou que Wenderson Rodrigues de Souza, de 30 anos, que estava preso no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha após matar a facadas a vendedora Carla Gobbi Fabrette, de 25 anos, dentro de uma loja no Polo Moda da Glória, em 11 de março deste ano, apresentava uma "lesão perfurocortante" no pescoço.

O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil após essa confirmação. Inicialmente, em primeira nota enviada para A Gazeta por volta das 16h, a Polícia Científica informou que o serviço de transporte de cadáver havia sido acionado, no início da tarde, para recolher o corpo de Wenderson no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha.

A corporação disse que o corpo havia sido levado para o Instituto Médico Legal (IML), em Vitória, e afirmou que "não foram identificadas marcas de violência ao exame inicial. Apenas após os exames será possível confirmar a causa da morte". Uma primeira nota da Polícia Civil informava que o caso foi registrado, inicialmente, como morte a esclarecer e que, se o exame cadavérico confirmasse morte violenta, o fato seria investigado.

Depois, procurada novamente pela reportagem da Rádio Ativa ES, a Polícia Civil disse, em nova nota enviada às 19h46, que o caso será investigado após a Polícia Científica confirmar uma lesão perfurocortante na cervical esquerda, que levou a lesão da artéria carótida comum esquerda. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Wenderson começou a passar mal e internos que dividiam a cela com ele informaram aos policiais penais. Segundo a secretaria, ele  foi levado à Unidade de Saúde do Sistema Penal (USSP), no Complexo de Viana, mas já estava sem vida quando chegou ao local. "A Sejus esclarece que todos os trâmites necessários estão em andamento na unidade, como comunicar o fato às autoridades policiais e de justiça", frisou a pasta, em nota.

Categoria:

Deixe seu Comentário